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25 de fevereiro de 2009

A semana numa imagem


Faz-me confusão. Já o disse por diversas vezes e continuo a dizê-lo: FAZ-ME MUITA CONFUSÃO!

Aquele a que já chamam o leilão do século (não sei se deste ou do que acabou há dez anos) está a decorrer, durante três dias. Estão a destruir uma das colecções mais eclécticas de sempre que o Yves Saint Laurent e o seu companheiro Pierre Bergé, construiram durante tantos anos. Até não restar pedra sobre pedra.

O próprio Bergé, que anunciou a venda da colecção logo após a morte do costureiro, admitiu: "(Nestes 3 dias) estarei escondido a um canto, para assistir às exéquias da minha colecção"

Fim é a palavra que espera ouvir ecoar na sua cabeça depois disto tudo. Fim na sua relação com YSL. Fim ouviremos todos numa das colecções que melhor definiu o gosto francês.


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23 de fevereiro de 2009

Manifesto ao Manifesto


Quase de propósito, depois de destituir Hollywood do seu posto, publico uma imagem que o invoca. MANIFESTO é a nova campanha da YSL. O que não podia surgir mais à propos. Manifesto-me aqui contra aquilo que está a acontecer em França.



Yves Saint Laurent, falecido a Junho de 2008, é um símbolo inequívoco de França e dos franceses. Representa-lhes a alma, o apurado sentido estético, e os conflitos que o povo francês sempre viveu com ele próprio.

Yves Saint Laurent, famoso estilista, foi também um importante coleccionador de arte. O seu gosto ecléctico (há quem lhe chame até o último dos eclécticos) reuniu um sem número de peças importantes, numa colecção de valor incalculável. Ok, é calculável. Entre 200 e 230 milhões de euros.

Morto o senhor, Pierre Bergé ficou com a tutela da colecção e responsável por lhe traçar um destino. Como o Estado Francês não foi capaz, até agora de vincar o pé e avançar com a sua compra integral, Bergé iniciou um conjunto de leilões, findos os quais a colecção estará completamente estrilhaçada.

Para além do mais, existem ainda países, como a China, que invocam o retorno de algumas peças ao país de origem, por terem sido roubadas por dealers que, posteriormente as teriam vendido a YSL. Mas qual foi o grande Museu que não foi construído com base nas pilhagens? Que seria do Louvre, do Victoria & Albert, do Metropolitan, etc? Infelizmente ou felizmente, para que haja um grande colecção, teve de ter havido uma grande pilhagem.

Mas será que ninguém compreende o verdadeiro valor deste conjunto de peças? Esta foi uma das obras mais importantes deixada pelo estilista, a par da marca e da fundação, ambas com o seu nome.

Admitindo porém que a colecção possa estar destituída do calculismo coleccionista necessário para a valorizar, estas foram as peças que serviram de inspiração ao estilista para criar alguns dos mais fantásticos ícones do século XX. Foram a alma do lugar onde viveu e aquilo que o animou durante toda a sua vida.

Será que 230 milhões de euros é assim tanto para o estado francês alegar que não tem possibilidades financeiras para tomar conta dela? Ou será que se está aqui a discutir afinal outra coisa?

É lamentável que espólios destes, cada vez mais raros nos dias que correm, sejam completamente estrilhaçados pelos ávidos necrófagos, que muitas vezes não fazem mais do que especular com os bens que outrora constituiram uma alma.

Valha a marca por muitos anos, antes que alguém decida também investir na sua dilaceração.


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27 de junho de 2008

Besides Architecture

O que fazem os grandes génios nos intervalos em que não arquitectam?

Jean Nouvel aparentemente tem andado ocupado.

Skin collection, for Molteni



L' Homme bottle, for YSL



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