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5 de abril de 2009

< Vamos livrar-nos do mono >




Próximo desafio:

VAMOS LIVRAR-NOS DO MONO!


Quem mora em Oeiras, ou por lá passa regularmente, perto da bela obra que dá pelo n
ome de Oeiras Parque, já por certo reparou naquele que pretendia tornar-se um dia no marco do concelho.

Não, não estou a falar do Parque dos Poetas, mas do mono com seis andares, de betão, que parece que ficou petrificado à saída da auto-estrada. Foi rápido o seu aparecimento mas para o tirar de lá parece estar mais difícil. Ao que parece, sucessivos embragos e a falência dos seus promotores ditaram-lhe a sua condenação, muito antes da, ainda que remota, condecoração.

Ainda pensei que, em ano de eleições autarquicas, que alguém misteriosamente resolvesse o problema do mono encalhado. Mas nem para a frente nem para trás, o mono parece que veio para ficar.

Estando eu nestes pensamentos, eis senão quando me deparo com o trailer de Up, a novidade da Pixar que não tarda encherá os nossos cinemas. A história é sobre um senhor de 78 anos de idade, que dá pelo nome de Carl Fredricksen, que resolve dar uma volta pelo mundo, sem sequer ter de sair de casa. E como é que pretende fazer isto? Com uma enorme quantidade de balões, que elevam a sua pequena casa.

E foi então que eu pensei. Porque não? Porque não fazer o mesmo com o mono, e mandá-lo dar uma volta ao bilhar grande. Era bom para ele, que conhecia o mundo e percebia o feio que é, e para nós, que voltávamos a ter a vista mais limpa para a serra.

O objectivo seria prender milhares e milhares de balões, de todos os tamanhos e de muitas cores, aos pilares do mono. A força de todos os balões para cima, acabaria por vencer o peso do betão....e aí seria vê-lo a voar, para longe, cada vez mais longe, até que por fim, o mono seria apenas uma lembrança daquilo que uma vez, em tempos, ele pretendeu ser.



A hora da despedida

by TTC

And up it goes

by TTC

Foi a pensar nisto que resolvi dar o mote para um desafio: VAMOS LIVRAR-NOS DO MONO!

Este desafio pretende dar a oportunidade a todos aqueles que o desejem, de dizerem o que fariam ao mono, para o transformarem em algo, digamos, mais apetecível. Ou pelo menos, menos agressivo.

Por isso, ponham as vossas cabecinhas a pensar e arranjem ideias! Se quiserem cirem também imagens para acompanhar. Depois, mandem as vossas coisas, isto se não se importarem que as mostre aqui.
Só não garanto é que haja prémio no final. Pronto ok, umas amêndoas da Páscoa!

Ps. - O trailer de UP está disponível aqui.

P.p.s. - Se quiserem brincar com as imagens, cliquem sobre as primeiras e façam download. Depois é só partirem com a vossa imaginação!


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9 de julho de 2007

Girassóis aos molhos

Não se trata de malmequeres, bem sei, mas sim de girassóis. Espero, no entanto, que os primeiros não se sintam injustiçados pelo exercício que resolvi fazer.

Bem-me-quer – a decisão de criar em Oeiras, há mais de cinco de anos, um parque urbano com 10 hectares, o Parque dos Poetas.

Mal-me-quer – a decisão de o tornar num símbolo pimba do novo-riquismo.

Muito – a decisão de semear um campo de girassóis de carácter urbano, no terreno que aguarda a implantação da segunda fase do parque.

Pouco – que a este campo não se siga, por exemplo, um de cereais, um de alfazema, um de alecrim ou qualquer outra espécie.

Nada – o receio (quase certeza) de que esta segunda fase se torne igual à primeira. Um catálogo tridimensional de materiais de construção de jardim.


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16 de maio de 2007

Paraíso invisível




Existe um paraíso sem se dar por ele. Um daqueles paraísos que a maior parte desconhece. Cerca de 130 hectares praticamente invisíveis.

A Estação Agronómica Nacional (EAN), localizada no extremo poente do concelho de Oeiras, é actualmente tutelada pelo Ministério de Agricultura (MA), funcionando como Unidade Operativa de alguns institutos que lhe são subordinados. Até aqui, tudo bem. Uma propriedade deste tamanho vocacionada para a investigação na área agrícola e agronómica é um bom princípio.

Mas que essa propriedade, imensa e imensamente valiosa, não seja aproveitada (aproveitada? nem sequer é conhecida!) pelos munícipes, é um facto lastimável. Um património com este valor deveria servir sobretudo como infra-estrutura verde. Para ser utilizado pelas pessoas, para ser vivido pelas pessoas, para….ter pessoas…e não ser aquilo que é hoje – um paraíso invisível e por isso congelado.

Longe da vista, longe do coração. Os oeirenses não sabem o que têm dentro dos limites do concelho em que vivem. E não conhecendo o valor, não se aperceberão por certo das ameaças que poderão vir a existir.

Não pretendo incorrer em alarmismos desnecessários. Neste momento o MA assegura o funcionamento básico da estação. Mas esta paisagem, valiosa ecológica e culturalmente, poderia facilmente tornar-se visível. Bastaria abrir as portas. Bastaria assegurar as funcionalidades e infra-estruturas mínimas para fazer deste paraíso perdido num manifesto vivo do que o concelho de Oeiras tem de realmente valioso para oferecer.

Porquê imagens poéticas bacocas à entrada do concelho quando podíamos oferecer uma incursão no fabuloso mundo da ruralidade em meio urbano? Estamos com medo de mostrar Oeiras ligada a um dos últimos redutos agrícolas? Envergonho-me mais com o cortejo do Rei que vai nu.

Abaixo o Parque dos Poetas…viva a Paisagem Agrícola da Estação Agronómica.

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