7 de junho de 2009

< E já lá vai um quarto de século >



Venham os Pacman, Crash Bandicoot, Doom, Duke Nukem e os Tomb Raider. Venham os Final Fantasy, os Mario Bros., os Metal Gear Solid e os Quake. Venham esses ou outros quaisquer. O Tetris será sempre o Tetris. E faz 25 anos. Ou fez, ontem, mas já não fui a tempo.

Quem acreditaria que organizar blocos de cores e formas sobre um fundo preto iria gerar uma legião de fãs que ascenderia aos milhões? Aparentemente nem o próprio criador, um tal de Alexey Pajtinov, um engenheiro da Academia de Ciência de Moscovo, que o inventou em 1984. O jogo teve um sucesso residual até que, 4 anos depois, Henk Rogers, designer da Nintendo o viu numa feira e achou que casava bem com o seu novo bebé, o Game Boy.

O sucesso foi imparavel, tendo vendido mais de 125 milhões de cópias desde o lançamento, e não existe hoje no mundo uma única pessoa que não o tenha jogado. Ok, existem umas poucas. A minha avó por exemplo, mas a senhora também nunca levantou dinheiro numa caixa de multibanco.


E o já velhinho dos computadores anda a beber o elixir da juventude. A sua adaptação foi, segundo Adam Sussman, vice-presidente da empresa detentora da licença do Tetris, a Electronic Arts, um sucesso no mundo dos telefones. E porquê meus amigos? Porque é fácil de jogar!

Criar ordem a partir do caos tornou-se num lema para todos nós.
Long live the king.

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5 de junho de 2009

< Terramorfose nas garras do academismo >

Há umas semanas a Terramorfose foi convidada pelo Arq. Paisagista João Nunes, a integrar o programa de conferências de final do ano do curso de Arquitectura Paisagista do ISA.

Claro que aceitámos logo a proposta, mas a coisa ficou arrumada num cantinho aqui do atelier. Mas na segunda-feira passada tivemos mesmo de enfrentar a fera, neste caso cerca de 40 feras que, de olhos esbugalhados, olhavam para mim como se de um ET tratasse.

Mas eu sei o que se passava dentro daquelas cabecinhas maléficas. Por um lado pensavam "mas este tipo tá armado ao pingarelho e tem quase a nossa idade". Por outro, mas porque é que o gajo não se cala? Está a falar há horassss."

Pois é, mas eu digo-vos meus amigos, posso ser novo, mas pareço ainda mais novo! e além disso, experimentem ir para um palco com 40 pessoas a olharem fixamente e vão ver como todos os vossos movimentos começarão subitamente a parecer estranhos! Ora tomem lá.

Conversa fiada à parte, a pseudo-aula correu bem, e penso que os alunos ficaram satisfeitos. Nós, os terramorfosianos ficámos contentes por termos oportunidade de discutir as nossas ideias com pessoas que contribuirão certamente, para o futuro da profissão.

Agradecemos ao caríssimo João Nunes esta oportunidade, como tantas outras até aqui.


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< Dallas is back >










A melhor coisa a seguir a ganhar um concurso é ver equipas amigas nossas, em cujo trabalho acreditamos profundamente, ganharem.

E isso foi o que aconteceu ao atelier DATA e ao estúdio MOOV, ao vencerem, "em parceria, o concurso internacional de arquitectura Re:vision Dallas com projecto Forwarding Dallas. O concurso, com o mote What if one block in Texas became the sustainable model of the world?, foi organizado pelo grupo americano Re:vision, que se dedica ao incentivo de estratégias inovadoras e sustentáveis para o espaço urbano promovendo uma série de concursos que se posicionam como embriões de ideias visionárias e modelos revitalizadores da cidade contemporânea.

O Júri seleccionou, entre mais de 100 projectos a concurso, três vencedores e três menções honrosas. A proposta Forwarding Dallas é a única proposta estrangeira a figurar entre os premiados. Tal como inicialmente previsto no caderno de concurso, as três propostas vencedoras terão agora que apresentar os seus argumentos ao vivo e a cores em Dallas com o objectivo de emergirem como a equipa seleccionada para a concepção e construção daquele que se pretende que venha a ser o primeiro quarteirão totalmente sustentável do mundo e que funcione como protótipo de construções futuras."


Já tive a oportunidade de ver os elementos apresentados em concurso e de as discutir, ainda que muito brevemente, com os DATA. Não cairei aqui na tentação de a explicar porque, além de possivelmente não fazer grande figura, que deixar-vos com água na boca. Assim sendo, digo apenas que é realmente arrojada e desejo.lhes sorte nesta próxima fase do concurso.


Cheios de inveja? Não se preocupem que pelo andar da coisa, eles ainda apresentarão a proposta muitas vezes.


Enquanto isso não acontece, dêem uma espreitadela aos sites deles.


> http://www.atelierdata.com/

> http://www.moov.tk/



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28 de maio de 2009

< Nature is a schizophrenic place >













final student project by Gurmail Virdee

Na sua tese de final de curso, Gurmail Virdee explora virtualmente o crescimento parasita de robots biológicos.

As estratégias de desenho foram testadas num contexto realista de Wall Street, atravessando três escalas, de um robot individual e as suas interacções num piso, até à rua inteira de Wall Street.

Os problemas aqui levantados, apesar de constituírem uma incerteza científica, são relevantes, sobretudo num momento da História onde testamos arquitecturas e designs biológicos. Além do mais, as imagens, resultado dos processos de desenho tridimensional, são bonitas.


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< I think clowns should die >

photo by Rosie Hardy


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< Waka chan >


illustration by Susan Rudat


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27 de maio de 2009

< A semana numa imagem >

sculpture by Fabrice Hybert

photo by David Fonseca


Os projectos aqui na Terramorfose, têm-nos levado ao Parque das Nações. Esta é a fotografia de uma peça de água/escultura que por lá está plantada. Eu nunca a tinha visto ao vivo, apenas em livros e a sua descoberta, numa qualquer praça, foi quase como a sensação de se ver a Mona Lisa pendurada numa parede no Louvre, depois de anos a ver ilustrações mais ou menos saturadas em livros de História de Arte.

Penso que este é um caso feliz de como a arte urbana pode não só trazer qualidade estética, mas também apontamentros humorísticos ao espaço público. Nem tudo precisa de ter o ar austero da estátua do Marquês de Pombal!

Ora, se repararem atentamente na foto, verão que na fonte dos 69 homens (sim são todos homens e são precisamente 69), construídos em resina e aço inoxidável, a água sai por todos os buracos possiveis e imaginários que o corpo humano tem.

O resto deixo à imaginação de cada um.


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25 de maio de 2009

< Grão a grão... >

... se constrói uma paisagem

























Labyrinth, 2005

by Motoi Yamamoto


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< The new power of the virtual architecture >























Concept Art

in Guild Wars


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18 de maio de 2009

< Quote 54 >

Uma terra sem gente para uma gente sem terra.

_by Nuno Coelho sobre o conflito Israel-Palestina
_in Pecha Kucha Night Lisbon


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< Home sweet home >

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< Green is my passion >






















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17 de maio de 2009

< A semana numa imagem >


Andy Gilmore é um designer de ilustração, sediado em Rochester, NY. Deparei-me com o trabalho dele via TheCoolHunter e fiquei imediatamente apaixonado pelo trabalho dele.

As técnicas da arte psicadélica e de laivos disco dos anos 80 funde-se magicamente com as recentes técnicas computacionais. De ver e esperar ansiosamente por mais!

Dêem uma espreitadela:

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< O poder do psicadélico >














































































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15 de maio de 2009

< Quote 53 >

Architecture is like fashion.
Nothing fits you automatically.

_in Mark 17


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< Color explosion >

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13 de maio de 2009

< Quote 52 >

… a América começa ali…

_Peter Eisenman
apontando sobre o rio Hudson para Nova Jersey


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22 de abril de 2009

18 de abril de 2009

< Vou só beber um cafezinho >

Gosto de café. Melhor, gosto de beber café.



Gosto do aroma, do sabor, do acto. Gosto de lhe pôr meio pacotinho de açúcar, de mexer lentamente e ver a espuma a rodopiar. Esperar ansiosamente que arrefeça e dar o primeiro golo. O primeiro é sempre pequeno, até porque já me queimei várias vezes. Depois vem um maior. E um terceiro, para terminar. E assim está tomado o café.

Este post é, sobretudo para um dos meus melhores amigos (ele sabe quem é), o qual, sempre que eu digo "vou só ali beber um cafezinho", se irrita tanto. É uma luta de anos, e assim continuará. Por teres de aturares os meus cafezinhos, aqui ficam algumas das coisas que te podias entreter a fazer, enquanto eu me delicio com uma bela bica.










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< Quote_51 >

Architecture, of all the arts, is the one which acts the most slowly,
but the most surely, on the soul.

_ Ernest Dimnet


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14 de abril de 2009

< A semana numa imagem >


Photo by Marcelo del Pozo
(REUTERS)

A procissão da Paz, em Sevilha.


Devo confessar que a Páscoa, tal como é celebrada pela religião católica, me passa ao lado. Tal como o Natal, encaro esta época como uma oportunidade para estar algum tempo com a família e amigos mais próximos.

Mas enquanto que o Natal é profícuo em imagens sagradas agradáveis, relacionadas com o nascimento de Jesus, o Presépio, etc, a Páscoa marca-me sempre, ano após ano, pelas imagens tão potentes e carregadas de violência, relacionadas com aquilo a que se chama a Paixão de Cristo.

Espanha é talvez o país onde a Semana Santa é vivida com mais intensidade. E por inerência, os países de influência marcadamente latina. Cidades inteiras vestem-se a rigor para as celebrações dos ultimos dias de Cristo, em cenário incomparáveis. Por todas as cidades, as pessoas organizam-se em procissões, cerimónias de todos os tipos e rituais até um pouco bizarras, a meu ver.

Esta fotografia foi tirada durante a procissão da Paz, em Sevilha. Não sei se pela semelhança com a indumentária da seita norte-americana Klu Klux Klan, se pelo imaginário a que me reportam todas as imagens da morte violenta de Cristo, o certo é que sempre tive medo destes penitentes. Chego mesmo a duvidar de que, por baixo das túnicas, se encontrem pessoas normais!


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< Plastic is fantastic >

Playing with shadows

by Watari Goro


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< Color explosion >

Spring is exploding all over the world.










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