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23 de junho de 2009

< So it is true... >


No outro dia li uns rumores de que o High Line Park, o projecto mais aguardado dos últimos tempos, já tinha, finalmente aberto.


Curioso como sou, e não podendo confirmar pelos meus próprios olhos com uma viagem relâmpago a NY (pelas razões óbvias), lá fui ao site do atelier Field Operations, uma das equipas intervenientes neste processo megalómano.

E não é que era mesmo verdade? Ao que parece abriu no passado dia 9 deste mês.

Podendo gostar do projecto, ou não, aquilo que somos obrigados a reconhecer é a audácia dos governos locais em se atirarem a projecto desta natureza. O principal objectivo, amplamente conseguido foi a vontade de recuperação de uma velha infraestrutura que trazia matérias-prima às indústrias que outrora se localizavam no centro da cidade, a High Line, e a sua transformação em espaço público para o peão, numa óptico do lazer, do passeio e do convívio.

O High Line foi, ainda antes da sua construção, desde logo elevado a mito, à boa maneira americana. Mas é, e será a partir de agora, um marco inevitável na metrópole de todas as metrópoles.

Para os que ainda não conhecem, e para aqueles que ainda não ficaram encharcados pela quantidade de vezes que já nos atiraram imagens deste projecto para cima, não deixem de espreitar o site aqui. Logo à entrada do site poderão ver estas e outras imagens do projecto.

Para os que tiverem a ousadia de entrar e conhecer o trabalho deste atelier, adianto desde já que os projectos são brutais, o site idem e, lá no meio, certamente encontrarão o que procuram.

> http://www.fieldoperations.net/


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26 de fevereiro de 2009

Postopolis 2nd edition


O Postopolis voltou!

Para quem não sabe, Postpolis é uma iniciativa conjunta de vários arquitectos, urbanistas e paisagistas, todos bloggers activos. A primeira iniciativa foi há quase dois anos e agora eles pretendem repetir o feito, numa maratona de 5 dias, em Los Angeles, a decorrer entre 31 de Março e 4 de Abril.

Os dias estarão preenchidos com debates, entrevistas, discussões de projectos, filmes e claro, algumas festas para animar o pessoal.

Infelizmente, e por razões orçamentais, não poderei ir. Talvez à terceira quem sabe?!

Mais informações aqui.


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11 de dezembro de 2008

21 de novembro de 2008

Meanwhile...

Lembram-se do Projecto vencedor do Metropolis Highline, da autoria de James Corner?


E agora...já se lembram? Pois bem, ao contrário do que acontece por cá quando uma proposta é vencedora de um concurso concepção/construção, nas terras do Tio Sam pelos vistos a burocracia é mais fácil de resolver. A obra já está a andar e apenas lamento o facto de não poder acompanhá-la mais de perto. É sem dúvida um dos projectos mais importantes da década, não apenas no campo da Arquitectura Paisagista, mas de todas as formas de fazer e pensar Arquitectura. Tal como diz Andrew Blum:

By embracing the city’s industrial past—reclaiming landfills, remediating brownfields, developing neglected waterfronts—James Corner has helped reinvent the field of landscape architecture.


Aqui ficam algumas imagens.


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28 de agosto de 2008

Quote_8

Quando vemos uma ideia feliz, felizmente resulta com quase nada, como se a arquitectura não tivesse lá estado a interferir, como se um novo olhar sobre o mundo começasse a desdobrar-se, sem pátrias, nem culturas, sem primeiro nem terceiro mundos: há uma pura transmissão de uma beleza contemporânea que deixa todas as outras muito longe no tempo.

Ábalos e Herreros, in Una Nueva Mentalidade (7 Micromanifiestos)

tradução livre

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3 de agosto de 2008

Quote_6

A arquitectura paisagista vai além do desenho de praças e jardins.

Nasceu para harmonizar relações entre a comunidade humana e território, e as outras comunidades que, com a humana, dividem o território.


João Nunes
in SOL



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6 de maio de 2008

Kore - pensar a Paisagem

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Foi recentemente, e finalmente, lançada aquela que pode ser considerada a primeira publicação portuguesa verdadeiramente desdicada à discussão sistemática sobre a Paisagem.

A Kore está ainda em fase de teste, com a concretização de um número zero, dedicado ao Mar. A ideia é desenvolver um tema dominante em cada número, e chamar para o debate especialistas de áreas diferentes, mas que afinal se complementam num tema tão vasto como o próprio entendimento desta matéria.

Paisagem é um termo que, além de extremamente complexo, está longe de ser consensual. A primeira página da Kore avança no entanto com uma possível definição com a qual me identifico, pessoal e profissionalmente.

A definição propõe uma ambivalência altamente dinâmica, que decorre do entendimento da Paisagem como o conjunto dos sinais que as comunidades cunham no território que habitam. Por um lado o conceito como a sistematização dos processos que concorrem para esses sinais formais e formalizados e, por outro, como os sistemas de códigos em que esses sinais estão inscritos, individual e colectivamente. E a complexidade adensa-se ao consciencializarmos que o conceito vive numa ponte constante entre as duas valências.

Se por um lado a primeira valência permite o desenvolvimento de um conhecimento técnico e científico, consciente, e o aprofundamento daquilo que se pode considerar como as ciências da Paisagem, por outro, a subjectividade em que cai a segunda valência obriga a um entendimento conceptual, tão vasto e pouco conciso quanto as mentes pensantes que habitam o Mundo. Este é também o fascínio da Paisagem.

Todos os artigos da Kore estão publicados em Português, na língua original da pessoa que o escreveu e em Inglês, o que permite um franco alargamento do debate. Por agora resta-nos aguardar pelo próximo número, que deverá sair no Outono.


Kore - thinking the landscape


It was quite recently, and finally, that that which may be considered to be the first Portuguese Landscape discussion publication has been released.

Kore is still in a testing phase, as seen in the release of issue zero, which is dedicated to the Sea. The intention is to explore a dominant theme in each issue and debate it with specialists from a variety of fields of work that complement each other on a subject as vast as the understanding of this matter.

Landscape is a concept that, apart from extremely complex, is also far from being consensual. Kore’s first pages propose a definition which I relate to, both personally and professionally.

This definition suggests a very dynamic ambivalence that is born from the understanding of Landscape as a group of the marks that communities leave on the territories they inhabit. On the one hand, the concept as a systematization of the processes that concur in what concerns those formal and formalized processes; and, on the other, as the systems of codes in which those signs are found, both in an individual and collective manner. This complexity thickens as we become aware of the fact that the concept positions itself on a constant bridge between both variables.

If, on the one hand, the first variable makes way for the development of a technical and scientific knowledge, and the deepening of that which may be considered the sciences of Landscape; on the other, the subjectivity in which the second variable finds itself implies a conceptual understanding as vast and imprecise as the thinking minds that inhabit the World. Hence the fascination that revolves around the concept of Landscape.

All of Kore’s articles are published in Portuguese, in the language of their author and in English, which permits an enlargement of the possibilities the debate may reveal to exist. For now, all we can do is wait for the release of the next issue of Kore, which is scheduled to reach us this Fall.

translated by Manuel Costa Campos


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8 de fevereiro de 2008

Projecto de intervenção paisagista nas escolas


Depois de um longo período de inactividade no blog, estamos de volta, esperando conseguir manter uma maior actividade. Quebro este longo silêncio com a notícia de que está em fase de arranque o projecto "Um jardim em cada escola", um projecto pedagógico de intervenção paisagista nos espaços exteriores das escolas.

A falta de qualidade da maioria dos espaços escolares é facilmente visível. Basta olhar para as escolas à nossa volta para verificarmos a sua manutenção deficitária, a sua desarticulação física ou a desadequação de muitos
equipamentos relativamente à faixa etária, entre outros problemas.

Consciencializando estes e outros problemas, este projecto reúne um conjunto de técnicos de diversas áreas profissionais, que, numa abordagem integrada propõem-se pensar em valências contemporâneas para estes espaços, que hoje acabam por funcionar mais como perigosas barreiras limitativas da acção das crianças. Têm como objectivo a requalificação do espaço escolar, habituando as crianças a um espaço comum cuidado, e tornando-as assim mais exigentes no mundo em que vivem.

Não se pretende a implementação de soluções paisagistas de forma tradicional, mas antes preconizar soluções que passem pelas mãos dos alunos, pais, comunidade educativa, assim como toda a comunidade envolvente disponível.

Actualmente as autarquias apenas tutelam os espaços exteriores das escolas EB1, sendo todas as outras da competência do Ministério da Educação. Mas numa altura em que se prevê, a médio prazo, a transferência da manutenção desses espaços de todas as escolas para as autarquias, este projecto poderá vir a resolver alguns problemas decorrentes da falta de meios para manter espaços que por vezes acabam por ser mais perigosos que educativos.

Se restam dúvidas (espera-se que sim!) aconselha-se uma passagem pelo blog que também acabou de surgir (www.umjardimemcadaescola.blogspot.com)

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